COCO CHANEL - SIMPLICIDADE E ELEGÂNCIA (Saumur / França 1883 - 1971)
Por Carol Martins
Quando decidi escrever sobre Gabrielle Chanel, senti o peso de uma grande responsabilidade. Como escrever sobre minha grande referência sem soar “en passant”?
E ao pesquisar sobre sua vida, descobri que falar de Chanel não é apenas falar sobre moda, mas sim sobre estilo de vida, sobre libertação dos espartilhos mentais e finalmente sobre a nova mulher, amazona e destemida que arrebata o mundo com as próprias mãos. Essa grande mulher veio para dizer às donas de casa e as inseguras para serem independentes e conquistarem seu espaço.
E hoje percebo que Chanel trouxe para as nossas vidas a potência do feminismo, muitas vezes esquecida por aquelas que preferem ser “amélias”.
Mademoiselle Chanel não é apenas uma respeitada estilista, é também responsável por criar uma nova Era na indumentária feminina, traduzindo um estilo único que transcende a própria marca.
Seu grande diferencial foi o fato de trazer para as roupas sua voracidade por ascensão social.
Por conta disto, a mulher idealizada por Chanel tinha um ar masculino, dominante, moderno e puramente elegante.
Gabrielle teve uma infância dura.
Sua mãe morreu quando ela ainda era muito jovem e foi entregue, com apenas 12 anos de idade, a um orfanato, onde morou até completar os dezoito. Nessa época, Chanel morou num colégio interno e mais tarde arrumou um emprego como vendedora de artigos têxteis.
Toda a dificuldade que passou em sua juventude se reverteu em seu caráter seco e obstinado. Gabrielle, com seu estilo simples e elegante, começou a ocupar o espaço dos “frous-frous” da Belle Époque em seu recém-inaugurado atelier de chapéus.
Em 1913, abria sua primeira loja em Deauville, porém foi com a Primeira Guerra Mundial que obteve sucesso por desenhar os “fatos” de trabalho para as mulheres que substituíam os homens que partiam para o combate.
Suas túnicas em malha de corte reto, saias de comprimento nos tornozelos e casacos 3/4, complementados por finos cintos sobrepostos à cintura, caíram no gosto da elite francesa.
Saboreando o alto posto de personalidade européia, Chanel festeja seus 40 anos com o lançamento de seu famoso perfume: Chanel nº 5.


Depois de alcançar o topo, sua queda é arrebatadora.
Em tempos de crise seguida de anúncios da Segunda Guerra Mundial, Gabrielle vê seus lucros escoando pelo ralo.
Em 1936, chega a ponto de ser expulsa de seu atelier pelas trabalhadoras em greve, e mais tarde fecha as portas de seu negócio.
Após o fim da guerra, Chanel volta do exílio para tentar retomar sua empresa.
Sua primeira coleção pós-guerra é um fiasco, mas após duas coleções, consegue se reestabelecer criando o novo tailleur.
Coco Chanel morreu em 10 de janeiro de 1971 em sua suíte do Hotel Ritz, em Paris, com um império estabelecido.
As imagens abaixo foram retiradas do site www.metmuseum.org
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| Suit, 1965 - 1975 |
Coat, 1964 |
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| Dress, 1924 |
Ensemble, 1927 |
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| Ensemble, Evening, 1933 - 1935 |
Suit, 1963 - 1968 |
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| Dress, Afternoon, 1928 |
Dress, Dinner 1954 - 1955 |
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